Hamburger Anzeiger - Lula aposta no fim da escala 6x1 de olho no segundo turno

Lula aposta no fim da escala 6x1 de olho no segundo turno
Lula aposta no fim da escala 6x1 de olho no segundo turno / foto: Miguel SCHINCARIOL - AFP

Lula aposta no fim da escala 6x1 de olho no segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderou neste domingo (11) uma manifestação em São Paulo para defender o fim da escala de trabalho 6x1, uma de suas principais apostas para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).

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Uma multidão acompanhou o presidente, que busca um quarto mandato, na Avenida Paulista, tingida de vermelho pelas bandeiras do Partido dos Trabalhadores. Não havia estimativas independentes sobre o número de participantes.

A duas semanas da eleição, as pesquisas apontam Flávio, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), como favorito.

Na tentativa de reduzir a vantagem do senador, que obteve a maior votação no primeiro turno, Lula busca transformar a melhora das condições de trabalho em uma bandeira eleitoral.

O presidente destacou que o Senado deve votar na próxima quarta-feira a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê dois dias de descanso remunerado por semana, em vez de apenas um, e reduz de 44 para 40 horas o limite da jornada semanal.

Lula desafiou o partido dos Bolsonaro antes de percorrer a Avenida Paulista: “Uma coisa extremamente importante para se provar é como é que o partido do meu adversário vai votar, se ele vai querer manter os trabalhadores trabalhando sem descanso ou vai votar para os trabalhador ter dois dias de descanso”.

Ainda não está claro se o governo reúne apoio suficiente para aprovar a reforma. A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio.

Flávio Bolsonaro, que defende um plano de cortes nos gastos públicos inspirado no presidente argentino Javier Milei, classifica a proposta como “eleitoreira”.

Lula encerra seu mandato com o desemprego em níveis historicamente baixos, embora pesquisas indiquem preocupação dos trabalhadores com a perda de poder de compra. Segundo integrantes de sua campanha, o presidente aposta que a aprovação do projeto poderá impulsionar uma recuperação de apoio antes do segundo turno.

H.Rathmann--HHA