Hamburger Anzeiger - Justiça do Rio proíbe SAF do Botafogo de vender jogadores

Justiça do Rio proíbe SAF do Botafogo de vender jogadores
Justiça do Rio proíbe SAF do Botafogo de vender jogadores / foto: Daniel RAMALHO - AFP

Justiça do Rio proíbe SAF do Botafogo de vender jogadores

A Justiça do Rio proibiu o Botafogo, nesta quinta-feira (29), de vender jogadores e ativos do clube, em meio aos problemas judiciais enfrentados por seu proprietário, o empresário americano John Textor, segundo uma sentença à qual a AFP teve acesso.

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O campeão brasileiro e da Libertadores de 2024 enfrenta dificuldades financeiras e disputas judiciais com a Eagle Football Holding, grupo de clubes ao qual pertence, juntamente com o francês Lyon e o belga Molenbeek.

"Considerando as notícias da mídia quanto à negociação açodada de atletas, determino, como medida cautelar, a suspensão de todos os atos relativos a vendas e negociação de ativos e quaisquer outros atos com reflexos econômicos", indica a decisão do desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Desde o dia 31 de dezembro, o Botafogo está impedido pela Fifa de contratar novos jogadores devido a dívidas pendentes relacionadas à compra do jogador argentino Thiago Almada em 2024.

Almada atualmente joga no Atlético de Madrid.

Enquanto isso, o clube tem vendido jogadores. A saída mais recente foi a do meio-campista venezuelano Jefferson Savarino, que assinou com o Fluminense na semana passada.

Antes disso, o clube já havia negociado o meia Marlon Freitas (para o Palmeiras) e o zagueiro David Ricardo (para o Dínamo de Moscou) neste início de ano.

O desembargador ordenou que Textor informasse, em até 48 horas, "se praticou, pretende praticar ou está em curso" qualquer alienação de ativos ou distribuição de dividendos.

O Botafogo, comandado pelo argentino Martín Anselmi, estreia nesta quinta-feira no Brasileirão de 2026 contra o Cruzeiro. No ano passado, o clube terminou em sexto lugar sob o comando do italiano Davide Ancelotti, filho do técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti.

A crise na Eagle eclodiu devido às dívidas contraídas pelo Lyon, que quase resultaram no rebaixamento do clube francês na última temporada.

Em uma nova escalada de tensões, Textor foi destituído esta semana do cargo de diretor da holding, segundo fontes próximas ao caso informaram à AFP.

Criticado por sua gestão no Lyon, o empresário americano perdeu o controle operacional do clube francês em junho de 2025 para a Ares, o fundo que lhe emprestou 425 milhões de euros (R$ 2,6 bilhões na cotação atual) para comprá-lo em 2022. Ele, no entanto, manteve o controle do Botafogo após uma decisão judicial.

Textor alega que o clube brasileiro financiou os prejuízos do Lyon, enquanto o Botafogo exige o pagamento de dívidas da Eagle.

As ações do clube carioca estão bloqueadas desde 31 de julho por uma decisão judicial que aponta um "risco claro" de inadimplência por parte da Eagle.

J.Berger--HHA