Hamburger Anzeiger - Departamento de Justiça dos EUA investiga canais de TV por suspensão de cobertura

Departamento de Justiça dos EUA investiga canais de TV por suspensão de cobertura
Departamento de Justiça dos EUA investiga canais de TV por suspensão de cobertura / foto: SAUL LOEB - AFP

Departamento de Justiça dos EUA investiga canais de TV por suspensão de cobertura

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos está investigando cinco redes de televisão depois que as emissoras suspenderam brevemente a cobertura em "pool" do presidente Donald Trump, informou a imprensa americana no sábado.

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Trump proibiu o acesso à Casa Branca dos jornalistas da CNN, MS NOW e Politico no mês passado por veicularem o que ele chamou de "notícias falsas" e "ficção e mentiras", decisão que posteriormente foi revogada por um juiz federal.

Após o veto da presidência, as cinco principais redes de televisão dos Estados Unidos interromperam a cobertura em "pool" da Casa Branca durante vários dias, em solidariedade à CNN.

No jargão da imprensa, "pool" é a designação rotativa de uma emissora para uma cobertura cujo material é compartilhado com o restante da imprensa.

Funcionários do Departamento de Justiça entraram em contato com as redes na sexta-feira e exigiram comunicações e materiais relacionados ao "pool" de televisão da Casa Branca, informou o jornal The New York Times, que citou seis pessoas que estão a par da medida.

A porta-voz do Departamento de Justiça, Emily Covington, disse ao NYT e ao Washington Post que as cinco redes — ABC, CBS, CNN, NBC e Fox News — "boicotaram a cobertura dos eventos da Casa Branca".

"Boicotes em grupo entre concorrentes comerciais podem violar a Lei Sherman", uma medida antitruste, escreveu Covington em um comunicado.

"A Divisão Antitruste está simplesmente investigando para determinar se estas organizações de notícias violaram a legislação", acrescenta a nota.

Trump ataca há muito tempo a imprensa, que faz uma cobertura crítica de sua gestão. Ele já chamou a imprensa em diversas ocasiões de "inimiga do povo".

Bruce D. Brown, presidente do 'Reporters Committee for Freedom of the Press', disse que a investigação do Departamento de Justiça parece "um pretexto para solicitar registros das emissoras sobre como estão cobrindo os eventos diários da Casa Branca durante uma proibição à mídia que o próprio presidente impôs".

"As decisões que as organizações de notícias tomam sobre sua cobertura são protegidas pela Primeira Emenda, e recorrer à autoridade antitruste... é outra tentativa, ainda mais descarada, de intimidar jornalistas", afirmou Brown em um comunicado.

Na quinta-feira, CNN, MS NOW e Politico compareceram a um tribunal no centro de Washington para pedir a um juiz federal que prolongue o acesso à Casa Branca.

T.Schmidt--HHA