Trump e Netanyahu se reúnem pela primeira vez desde o início da guerra no Oriente Médio
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou a Washington nesta terça-feira (28) para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no primeiro encontro entre os dois desde o início da guerra no Oriente Médio, que tensionou as relações entre os aliados.
A campanha contra o Irã evidenciou as divergências entre os dois líderes, que atingiram seu ponto mais baixo em abril, durante as negociações de cessar-fogo com Teerã, quando Trump insultou Netanyahu e o descreveu como um "cara muito difícil".
O líder israelense minimizou as trocas de farpas na época, chamando-as de "divergências táticas", e afirmou que ambos concordavam com os objetivos da guerra.
Antes do encontro na Casa Branca, o oitavo desde o retorno de Trump ao poder no ano passado, ambos tentaram apaziguar a situação.
A reunião se concentrará em diversas questões do Oriente Médio, particularmente o Irã, onde Washington afirma querer dar uma nova chance à diplomacia após duas semanas de bombardeios sem precedentes desde o cessar-fogo de abril.
Israel, que lançou a ofensiva contra o Irã em conjunto com os Estados Unidos em 28 de fevereiro, não participou desta última rodada de hostilidades.
"Discutiremos todas as questões (...) e, em primeiro lugar, o Irã, naturalmente. Nosso objetivo é garantir nossa segurança, mas também ampliar o círculo de paz ao nosso redor", disse Netanyahu antes de partir para Washington.
Outros tópicos em pauta incluem a reconstrução da Faixa de Gaza e a implementação do acordo mediado pelos EUA entre Israel e Líbano para pôr fim à guerra naquela frente.
Segundo Yonatan Freeman, especialista em relações internacionais da Universidade Hebraica de Jerusalém, o principal objetivo do encontro é dissipar especulações sobre um possível esfriamento nas relações.
Para ele, existem "mais pontos de concordância do que de discordância" entre os dois países. Quaisquer diferenças potenciais dizem respeito aos meios (cronograma, intensidade das operações militares ou objetivos imediatos) e não aos fins, afirmou.
A.Roberts--HHA