Colômbia retoma voos de deportação dos EUA antes do encontro entre Petro e Trump
A Colômbia anunciou, na noite de quinta-feira (29), que retomará os voos de deportação de imigrantes dos Estados Unidos com aeronaves colombianas, após uma suspensão de oito meses, poucos dias antes da reunião entre os presidentes Gustavo Petro e Donald Trump.
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia declarou na rede X que aviões militares buscarão os imigrantes deportados para garantir seu "tratamento digno".
Os dois presidentes se encontrarão na Casa Branca na próxima terça-feira, após os desentendimentos de janeiro do ano passado, quando Petro bloqueou a chegada de voos americanos com deportados, denunciando maus-tratos e o fato de chegarem algemados — uma medida que desencadeou uma crise diplomática.
Petro enviou aviões para buscar seus cidadãos e, posteriormente, permitiu a entrada de aeronaves dos Estados Unidos sob a condição de que seus direitos fossem respeitados.
No entanto, em maio, o governo suspendeu as autorizações, argumentando que Washington não havia cumprido os acordos.
A crise das deportações, em meio à ofensiva de Trump contra a imigração irregular, foi o primeiro grande desentendimento entre esses dois países tradicionalmente aliados.
Petro chegou ao ponto de comparar Trump a Adolf Hitler e, durante uma visita a Nova York, pediu às autoridades policiais americanas que o desobedecessem.
O presidente republicano revogou o visto de seu homólogo, chamou-o de "líder do narcotráfico" e impôs sanções financeiras por supostamente não combater o tráfico de drogas.
Mais recentemente, Trump ameaçou um ataque na Colômbia semelhante ao que levou à prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro.
Os dois líderes conversaram por telefone em 8 de janeiro, de forma cordial, e concordaram em se encontrar. Espera-se que discutam estratégias para combater conjuntamente o tráfico de drogas na Colômbia, o maior produtor mundial de cocaína.
U.Smith--HHA