Hamburger Anzeiger - Pierre Gasly quer ser o 'estraga-prazeres' dos grandes da F1

Pierre Gasly quer ser o 'estraga-prazeres' dos grandes da F1
Pierre Gasly quer ser o 'estraga-prazeres' dos grandes da F1 / foto: Toshifumi KITAMURA - AFP

Pierre Gasly quer ser o 'estraga-prazeres' dos grandes da F1

O piloto francês Pierre Gasly quer assumir o papel de "estraga-prazeres" contra as três ou quatro principais escuderias da Fórmula 1 no início desta temporada 2026, graças ao seu novo e aprimorado carro da Alpine, equipe que terminou em último lugar na classificação do campeonato de construtores no ano passado.

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Gasly, de 30 anos, somou nove pontos nas duas primeiras corridas deste ano, na Austrália e na China, e chega a Suzuka para o Grande Prêmio do Japão em sétimo no Mundial de pilotos, com o "objetivo" de fazer frente a Mercedes, Ferrari e McLaren.

Pergunta: Após esse bom início, qual é o objetivo para Suzuka e para o restante de uma temporada marcada pelo novo regulamento técnico?

Resposta: "É positivo começar as duas primeiras corridas do ano pontuando, com aquele décimo lugar na Austrália e o sexto na China. Ainda há muitas coisas a compreender e a aprimorar e, dado o nosso nível atual de desempenho, isso só pode ser visto como algo positivo. Este ano traz mudanças muito significativas no que diz respeito ao motor e ao chassi, que também está bastante diferente. Este ano vai ser uma verdadeira corrida de desenvolvimento, e nosso ponto de partida é sólido. No entanto, eu sempre quero mais e vamos trabalhar ao máximo para isso".

P: Você está em sétimo no campeonato pilotos. Tem a ambição de disputar com os três ou quatro primeiros?

R: Há dois pelotões no grid: o da frente, composto por três equipes de destaque [Mercedes, Ferrari e McLaren] e a Red Bull logo atrás; e depois estamos nós, seguidos pela Haas, que é igualmente competitiva, com o Bearman [que somou todos os 17 pontos da equipe]. Será crucial tentar reduzir ao máximo a diferença em relação a esse trio da ponta. Nosso objetivo é conseguir atuar como 'estraga-prazeres' em alguns fins de semana.

P: O novo regulamento referente aos motores híbridos, parte elétricos, parte a combustão, e à gestão da energia das baterias durante as curvas dividiu opiniões entre os pilotos, com Max Verstappen altamente crítico e um Lewis Hamilton decididamente positivo. De que lado você está?

R: Não podemos esquecer que pilotamos carros a 350 km/h, e nenhum carro no mundo permite atingir velocidades tão altas quanto estas máquinas da F1. O desafio de levar um carro de corrida ao seu limite absoluto permanece o mesmo. São os melhores carros em termos de puro prazer de pilotar? Não. Mas devemos considerar tanto os aspectos positivos quanto os negativos: este ano, estamos presenciando batalhas na pista como não víamos há muito tempo. Por outro lado, há certas coisas que precisam mudar: em algumas curvas, devido com o sistema de energia elétrica, infelizmente perdemos de 30 a 40 km/h. Todos no padoque são inteligentes o suficiente para compreender o que nós, pilotos, buscamos, e para garantir que, num futuro próximo, cheguemos a uma solução que agrade todo mundo".

H.Beehncken--HHA